-é minha.
terça-feira, setembro 29
A teoria
Aquele que nunca sequer nos passou pela cabeça
Aquele mundo cheio de desconhecidos
de vazios
de cheiros maus
de cores feias
de inócuos
de nadas.
É chato quando não sabemos ao que vamos
Mas vamos.
Eu fui.
Se me arrependi?
Ainda não sei.
A vontade de voltar ao ninho é tremendamente gggggggggggggggggggggggrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaannnnnnnnnnnnnddddddddddddeeeeeeeeee.
Mas não posso.
Isso não seria arriscar
Isso não seria maturo
Isso não seria digno.
Se choro? Choro.
Se riu? Riu.
Se minto? Minto.
Choro, riu e minto.
Frequento lugares comuns
Adormeço com companhia
Como em união.
Mas sinto-me sozinha.
Sozinha
Sozinh
Sozin
Sozi
Soz
Só.
A marmita da mamã ajuda mais um dia.
Talvez qualquer dia possamos todos juntos as marmitas.
quarta-feira, agosto 5
c a l m a
domingo, abril 12
Á minha Vanessinha
Adoro-te, hoje ontem e amanhã. Adoro-te no Verão, adoro-te na Primavera, adoro-te no Outono e adoro-te no Inverno.
Adoro-te 12 meses, 52 semanas, 365 dias e 8760 horas por ano. Adoro-te com cada letra, e, até com o ifen!
O teu olhar doce, o doce sorriso maroto, a marotisse misturada com a alegria, alegria essa que transbordas para todos, todos a quererem o teu abraço, abraço esse que me enche de tudo, tudo o que tens é aquilo que dás, dás e voltas a dar mesmo que te magoem. És perfeitinha em tudo.
As nossas brincadeiras, os nossos sonhos, as nossas conversas, os nossos cafés, os nossos telefonemas, as nossas birras.
És a minha pessoa e a Guarda a minha pior inimiga.
AMO-TE, MIÚDA!
@
terça-feira, abril 7
a ti
Quero dar-te o meu mundo.
''Eu quero-te tanto, não saberia não te ter.''
Não te zangues comigo, eu adoro-te. Adoro as tuas brincadeiras, adoro quando mudas de voz para falar a sério, adoro quando vens aos pulinhos e me abraças, adoro o teu cheiro, adoro o teu quarto, adoro as tuas mãos, adoro o que dizes sem medo, adoro que me ouças sem recriminares. Adoro que digas que me adoras.
A nossa Lua, o nosso Mundo.
20 de fevereiro
Caem as que tiverem que cair
Chora o que tiveres que chorar
Não há nada que não passe
Isto vai passar.
Na sublime madrugada
há ainda um raio de noite
a querer virar dia,
e eu, ainda acordada.
Triste e sapiente madrugada
tiraste tudo o que me havia:
Tudo e Nada.
Boa Tarde
Num suspiro ouço tudo e num grito fico surda. Atrás de cada janela há uma alma triste que espreita, que procura.
A felicidade não é, nunca, adquirida. Jamais será. É imprevisivel, isso sim.
Não há nada nosso, não há nada eterno e de confiança. Tudo é passageiro, como um suspiro.
Sempre me rendi sem luta. Segurei-me e
deixaram-me cair.
Nunca lutei por nada e nada lutou por mim.
É triste, sim, confesso.
Autor do Desenho: Jorge Candeias
sábado, abril 4
sabias?
Gostavas de ter o mundo? Eu gostava. A Lua já ma deram mas o mundo não. Talvez não quisesse este mundo mundano, triste e ledo. Talvez quisesse ser dona do teu mundo. Talvez. Sozinha me vejo em todos os espelhos de montras, vitrines de lojas de tudo-e-mais-alguma-coisa. Sozinha vou andando á procura da meta sem ainda ter partido. O som da pistola já ha muito foi disparado e eu, aqui, sozinha. Ando á procura de um Mundo. Daquele Mundo.
Passeio, ando, penso, vejo-me. Vou escrevendo e repensando, lendo e sonhado. Ando á procura de um Mundo, daquele Mundo. Choro por ti, pelos sem-nomes que pedem perdão, pelos conhecidos que desperdiçam o chão que muitos veneram poder pisar. Queria encontrar aquele Mundo.
Vivo sem rédias, vivo em mim sem mim. Sou e não sou, sinto e não sinto, digo e não digo. Se houvesse aquele Mundo eu seria eu. Eu seria complexa, extensa, directa e sincera. Não há desculpa para não o ser. A única plausivel és tu, Mundo. Libertaçao ou prisao? Os dois, obrigado.
''- Desculpe, que deseja?''
''- Hum? ah, um café e se possivel um cinzeiro, obrigado.''
Num conto lido há mais tempo do que pensava, lembro-me de conhecer a vida de Aurora, forte e mansa que encontra a felicidade em construir relógios. Parar o tempo, o vento deixa de soprar, as ondas de banhar, os homens de roubar, as mulheres de limpar, as crianças de chorar. E eu escrevo. O tempo não passa para mim porque há anos que procuro aquele Mundo, e não me sinto velha, não me sinto sem forças. Procurarei para sempre.
Gostava tanto de ter aquele Mundo, sabias?
Fechadura.
Segundo a minha teoria, vale a pena mudar de folha, mudar de marca de shampô, mudar de pasta de dentes, mudar de roupa. Vale a pena mudar. Resolve problemas apesar de também os criar.
* mais um cigarro, o último de hoje.*
Lembro-me de um banquinho que o meu avô me fez quando tinha apenas 5 anos, era de madeira, quatro pernocas e um belo quadrado para repousar o traseiro minúsculo. Lembro-me de estar a porta da pequena casa dos avós sentada no banco e ser a neta mais orgulhosa do Mundo por ter um pedestral só meu, só para mim, tal qual uma princesa.
Oxalá ainda tivesse aquele banquinho ou aquela chave que abre todas as portas. Nem sei bem a que propósito isto veio, há imensas portas da infância que ficam fechadas a 7 chaves. Hoje abri uma.
e chega.
Passo desde já a apresentar-me, Vanessa Alves é o nome que consta na certidão de nascimento, possivelmente também na de óbito, nasci em Maio no mês da Mãe. Interesso-me por História e Arte. Gosto de ler, muito. Gosto de passear e apanhar sol.
E chega.
